O Impávido

Dise que no século XVIII Francia luxuriosos, algúns anfitrións entretiñan os seus convidados co divertido xogo de “O Impávido”. Neste xogo os cabaleiros, espidos de pantalóns sentan ao redor dunha grande mesa redonda con saias longas que chegar ao chan. A muller do anfitrión introducese baixo a mesa, escolle a un dos sentados, introducese entre as súas pernas por debaixo da saia, e faille unha felación. Así, sucesivamente, a señora experimentar con todos e cada un dos penes dos invitados sen ser vista.

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O sexo explícito inspirado en redes sociais

MQ | Cinema, Negocio, Sexo, porno | Sábado, 14 Novembro 2009

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Não é segredo para ninguém que filmes eróticos realmente não se preocupam muito com coisas básicas como roteiro e continuidade, mas pelo menos eles tentam esconder isso um pouco. Aí eventualmente nos deparamos com pérolas como os dois filmes acima que são como uma declaração aberta de que eles nem se esforçam mais em parecer algum tipo de arte. Basta ver o que está na moda, colocar no título, juntar uma mulher gostosa, um cara fortão vestido de técnico de informática e tudo está resolvido.

Se os filmes seguirem um pouco a realidade podemos imaginar que “As Orkuteiras” é todo filmado no estilo Dogma 99, com a câmera na mão da protagonista, filmando daquele ângulo de cima clássico do Orkut em que é possível ver muito bem o decote mas a barriga (e as gorduras) fica escondida. E tudo é transmitido via Google Talk para 1250 amigos.

Já “Twittando e Transando” seria uma grande coletânea de rapidinhas, que devem ser descritas em 140 caracteres, que acabaria parando nos trending topics e mudaria para sempre o conceito de tuítar e retuítar.

Nossa, estou começando a achar que tenho futuro como roteirista na indústria nerd-pornográfica! Quer apostar quanto que os roteiros originais desses filmes são piores que os meus?

Fonte: http://www.fayerwayer.com.br